20 de nov. de 2011

Cordados - Vertebrados - Aves


“As aves são répteis altamente especializados ao vôo”.
A construção do corpo das aves está diretamente relacionada à sua capacidade especial de locomoção: o vôo. A pele das aves é muito semelhante à dos répteis, pois é seca, sem glândulas. Nas pernas e nos dedos há uma cobertura de escamas córneas. Formações córneas são também as garras e os bicos, que recobrem o maxilar e a mandíbula.
Além de aerodinâmico, o corpo da maioria das aves é recoberto de penas, que constituem um eficiente isolante para manter constante a temperatura corporal. As aves são os primeiros animais homeotérmicos, ou seja, sua temperatura corporal não varia com a do ambiente. Em algumas espécies, as penas também funcionam como dimorfismo sexual. Os machos possuem grandes penas de ornamentação que servem para atração sexual das fêmeas.
O esqueleto do tronco das aves forma uma espécie de gaiola resistente e sem muitas articulações. Isso diminui a mobilidade dos ossos e, assim, impede a deformação do corpo durante o vôo. O esterno, o grande osso da região peitoral, tem a forma de uma quilha de barco. Aí se fixam os músculos peitorais, responsáveis pelas fortes contrações que dão impulso ao animal. Além disso, a maioria das aves possui ossos pneumáticos, ou seja, ossos ocos que contem ar. Isso torna o corpo mais leve e facilita o vôo.
Ao contrário dos demais vertebrados, os pulmões das aves não são subdivididos em pequenas câmaras, mas têm uma complexa rede de canais, por onde circula continuamente uma corrente de ar, que pode passar diretamente para os sacos aéreos. Os sacos aéreos, grandes bolsas que armazenam ar, deixando o animal mais leve, têm ligação com as cavidades dos ossos pneumáticos, constituindo, assim, mais uma das adaptações ao vôo.

As aves têm excelente visão e até enxergam cores. A audição e o olfato também são bons, o que não acontece com o paladar, já que a língua desses animais é reduzida.
A reprodução é sexuada com rituais de corte, e a fecundação é interna. As fêmeas são ovíparas e o desenvolvimento é direto. Surge o cuidado parental, as aves põem e chocam os ovos nos ninhos que constroem e não só as fêmeas como os machos se encarregam de cuidar e alimentar a cria.
O coração das aves é formado por quatro cavidades totalmente separadas: dois átrios e dois ventrículos. O sangue venoso vindo do corpo entra pelo átrio direito e passa para o ventrículo direito. Daí vai para os pulmões, onde é oxigenado, e volta para o coração pelo átrio esquerdo. Passa para o ventrículo esquerdo, de onde é distribuído para todo o corpo. Não há, assim, mistura entre o sangue venoso e o arterial. A circulação completamente separada é altamente eficiente, garantindo às células alto suprimento de gás oxigênio. 


Cordados - Vertebrados - Répteis


A classe Reptilia reúne cobras, lagartos, tartarugas, cágados, jabutis, crocodilos e jacarés. Os répteis estão plenamente adaptados ao ambiente de terra firme, tendo o corpo recoberto por uma grossa camada impermeável, sem glândulas, constituída pela proteína queratina, pulmões bastante eficientes nas trocas gasosas com o ambiente aéreo. O fato de os ovos serem protegidos por membranas e por uma casca lhes possibilita o desenvolvimento fora d’água.
O coração da maioria dos répteis possui dois átrios e um ventrículo parcialmente dividido em duas cavidades. O sangue venoso, proveniente dos tecidos, penetra no átrio direito e passa para a cavidade ventricular direita, enquanto o sangue arterial, proveniente dos pulmões, penetra no átrio esquerdo e passa para a cavidade ventricular esquerda. No entanto, através da comunicação existente entre os ventrículos, ocorre certa mistura do sangue venoso com o arterial, porém menor que nos anfíbios. O sangue da metade direita do ventrículo é impulsionado para os pulmões, e o da metade esquerda, para a artéria aorta, que o distribui aos tecidos do corpo. Logo, circulação dupla incompleta, com hemácias nucleadas.



Órgãos de sentidos muito mais desenvolvidos que os anfíbios, e principal excreta é o ácido úrico, por isso são ditos animais URICOTÉLICOS.
A reprodução é sexuada, com fecundação interna e desenvolvimento direto. A maioria é ovípara, com algumas cobras ovovivíparas, e o ovo é amniota, ou seja, com membrana protetora do embrião (córion e alantóide) e tecido de nutrição (saco vitelino).

Cordados - Vertebrados - Anfíbios


O termo “anfíbio” refere-se ao fato desses animais apresentarem duas fases de vida: uma larval, aquática e uma adulta, terrestre. Sua epiderme é repleta de glândulas que secretam mucosa, responsáveis por manter a superfície do animal úmida, essencial para sua respiração, já que esta se dá a maior parte pela pele. Sua respiração é branquial na fase larval e pulmonar e cutânea na fase adulta. Graças à essa respiração cutanea e fase larval aquática são animais que não podem viver longe da água. Além disso, são pecilotérmicos, ou seja, não controlam sua temperatura corporal.
O coração desses animais possui três cavidades: dois átrios e um ventrículo. O sangue venoso, proveniente dos tecidos corporais, penetra no átrio direito, enquanto o sangue arterial, proveniente dos pulmões, penetra no átrio esquerdo. Dos átrios, o sangue passa para o ventrículo único; aí ocorre, portanto, mistura de sangue arterial e venoso. O sangue misturado é bombeado para a artéria aorta, que conduz parte aos pulmões e parte aos diversos tecidos corporais. Como o sangue arterial e o venoso passam pelo coração e se misturam no ventrículo, essa circulação é chamada de dupla incompleta. Hemácias nucleadas.




  A reprodução é sexuada com fecundação externa e desenvolvimento indireto. Sua principal excreta é uréia, por isso são ditos animais UROTÉLICOS.




A classe Amphibia reúne três ordens:
Anuros – não possuem cauda na fase adulta. Representados por sapos, rãs e pererecas.








Urodelos – possuem cauda na fase adulta. Representados por salamandras e tritões.








Ápodos – não possuem patas. Representados por cobras-cegas.